Quando o ano começa, todos alimentam vários pensamentos e fazem muitos planos, até que os dias passam e a rotina toma conta do tempo e de sua estrutura. Não é preciso lembrar que nosso país está em crise e que nosso estado, que é menor, acaba sofrendo mais as consequências deste momento. É só ligar a televisão para ouvir: altos índices de demissões, elevado número de falências, juros astronômicos, dólar aumentando e as oportunidades e os salários diminuindo.

No consultório, em uma sessão, um paciente me conta que não tem mais sonho. No seu discurso fica claro que ele está num momento de depressão, bastante perturbado com sua vida. Mas o mais impactante para mim foi ouvir: “Eu não sonho por causa de uma decepção amorosa. Depois dessa decepção, tudo na minha vida começou a desmoronar, nem tenho mais amigos”.

O que será o abraço? Abraço é estar entre os braços? No dicionário um abraço significa carinho, amor, afeto e amizade. Um abraço estabelece uma ligação íntima e saudável entre as pessoas. É bom tanto para quem dá, quanto para quem o recebe. Mas o  que isso tem haver com vida e carreira? Afinal esse é o título da nossa coluna.

Vivemos num mundo muito apressado e cheio de regras e exigências. Tudo possui uma maneira, uma sequência certa ou pelo  menos convencional de se fazerem as coisas. Temos uma rotina e muitas vezes você se esquece de escolher e decidir qual o caminho seguir, vai apenas seguindo.  Apesar de necessitarmos da sequência, da rotina, não devemos nos aprisionar por ela e perder a capacidade de mudar ou transformar o que está a nossa volta.

E o que seria frágil? Algo que quebra, que estraga fácil? Muitos evitam qualquer objeto ou situação frágil, como forma de evitar a se arriscar ou até mesmo a se contaminar. Mostrar-se frágil não é sustentável, é desqualificante. Quero, neste momento, focar a sua percepção na fragilidade como sensibilidade, autoconhecimento. Já tinha feito essa equivalência?

Quando eu posso realizar uma mudança? Quando estarei preparado para uma mudança? Muitas pessoas me perguntam se ainda dá tempo de mudar. Ficam se perguntando se é possível alguma modificação em sua carreira, em sua vida, depois de já terem se estabilizado no seu trabalho. Essa análise precisa ser realizada com maior critério, mas, sem dúvida, sempre há tempo.