Fazer é melhor que estudar?

Os processos seletivos de emprego não se concentram mais em fatores como nome do curso de graduação, nome da instituição de ensino, pontos fundamentais há uma década atrás.

Essa tem sido uma dúvida frequente. Muitas pessoas ainda estão preocupadas com a escolha do curso, buscando relaciona-la às profissões que costumam ser mais rentáveis. Alguns pais pressionam os filhos a estudarem cursos cujas carreiras apresentam boas remunerações, mas esquecem de considerar outros fatores como vocação, prazer por alguma atividade.

Estudar sempre foi importante, passamos pela Era do Conhecimento e, por isso, tivemos um aumento na oferta de Cursos de Graduação e MBA. Se de um lado, este crescimento fez com que muitas pessoas tivessem acesso a formação acadêmica, por outro, é possível observar uma queda considerável da qualidade da oferta do Ensino Superior e, também, uma consequente desvalorização da sua importância.

A pulverização da oferta de cursos pelo país distanciou a essência do trabalho, que é principalmente o fazer, a importância de colocar em prática todo este conhecimento. Hoje, jovens ingressam na Graduação e permanecem até o Doutorado, sem possuir nenhuma experiência prática.

Vivemos em um mundo totalmente volátil, incerto e ambíguo, assim, a entrega passa ser prioridade. Você precisa entregar, mostrar o que é, como faz. Saber a priori qual o conhecimento será necessário é mais difícil, contudo as habilidades práticas estão sendo totalmente requeridas, bem como a necessidade de sociabilizar para uma entrega mais sustentável.

Os processos seletivos de emprego não se concentram mais em fatores como nome do curso de graduação, nome da instituição de ensino, pontos fundamentais há uma década atrás. A área, serviço ou atividade que você irá executar não será necessariamente diretamente relacionada ao que você estudou na faculdade. Existem pesquisas americanas que apontam que 60% das pessoas não trabalham na sua graduação. Os processos de recrutamento e seleção atuais buscam identificar o raciocínio e a capacidade de conexão com a entrega do candidato. Proatividade, disposição e disponibilidade são aspectos considerados muito mais importante.

Reconhecer uma atividade e saber desempenha-la, o “fazer”, será o mais importante na sua contratação e, principalmente, na sustentabilidade do trabalho. Coloque em prática, exercite, se ofereça e busque testar tudo que o sabe. Se precisar, peça ajuda, não fique parado!

A frase “saber e não fazer é ainda não saber” dita por um monge budista, há muitos anos atrás, nunca foi tão atual.

Ficar parado esperando é perda de tempo.