Solidariedade

Solidariedade é uma palavra que tem sido pouco usada e parece esquecida. Me perguntaram uma vez: você nasce ou aprende a ser solidário?

Temos instintos e necessidades essenciais e que fazem parte da natureza humana. Os animais racionais e irracionais possuem os mesmos instintos, como sugar logo após o nascimento para os mamíferos e humanos. O ataque e a fuga como defesa e sobrevivência também é algo em comum, além da conexão por semelhança, que vem do amor. Desse instinto natural vem a necessidade do outro e de sua existência para ensinar e se diferenciar enquanto indivíduo.

Quando criança, os sentimentos de diferenciação não estão prontos. É por isso que não se percebe preconceitos ou preferências por cor, gênero, deficiências e ou qualquer outra diversidade.

Existem vários estudos e pesquisas que comprovam a natureza deste olhar ainda infantil, quando comparado ao olhar do adulto. Este último é resultado de muitos filtros, construídos pela experiência e história de vida. Cada um combinando com sua cultura, hábitos e criação. Quanto maior for sua abertura a experiências, maior sua percepção de mundo e menor a possibilidade de preconceitos.

Minha santa vó falava: “quem nunca viu não sabe o que é, e quem já viu não estranha”. Assim é a construção dos nossos conceitos.

Não devíamos nos espantar ou estranhar quando vemos uma ação de solidariedade, porém, como essas atitudes tem sido cada dia mais limitadas, isso acontece.

As conexões pessoais e humanitárias têm se tornado cada vez mais escassas de serem vistas, pois as pessoas estão atrás das redes sociais e dos seus aparelhos individuais. No entanto, quando você é colocado à prova, ou seja, pego de surpresa, sua primeira resposta instintiva ainda é de acolher e de solidariedade.  A empatia e a gratidão pelo outro podem e devem ser desenvolvidas e aprendidas, mas será mais facilitada quando o impulso da solidariedade e da conexão estiver mais fluido.

O mundo está carente de calor humano e solidariedade. Estas ações impactam positivamente nossas vidas, produzem hormônios curativos e energizantes. Pessoas no mundo todo relatam que aqueles que participam de uma ONG, de forma beneficente, sentem-se muito bem. Eu sou prova viva disso. Trabalho há 20 anos em serviços beneficentes voltados para a área da educação e estes trabalhos produzem muitos benefícios e conexões emocionais mais fortes que restauram a minha alma.

O Brasil é um país cujo povo é bastante relacional em sua personalidade, sendo superior outras nações, no entanto, estamos mundialmente aquém no quesito doação e apoio a instituições sem fins lucrativos. É preciso construir e evoluir nesta cultura produzindo cada dia mais solidariedade.

Compartilhe parte do que conquistou e terá cada vez mais. Seja solidário!