Sua Melhor Companhia

Você. Achou a resposta estranha? Realmente, muitos se assustam quando escutam que precisam ser a sua melhor companhia. Na verdade, é saber se bastar e sentir-se pleno.

E o que é a plenitude? Aceitar todas as qualidades, mas também as imperfeições. A plenitude foi descrita por Platão, religiosos e vários escritores, todos eles buscaram explicar uma totalidade sem a incompletude da nossa vida.

Somos seres incompletos, híbridos, metade de cada lado. O ser humano nunca se sente completo. A falta é o que lhe move. Há uma busca por completar algo que não possui. Está sempre correndo, fazendo alguma coisa, enfim, ocupado, ainda que seja com o ócio. A rotina do capitalismo consome minutos, meses e anos.

Quantos de vocês olham para dentro de si e permitem um descanso? Quantos refletem sobre o caminho que estão seguindo? A busca por status, patrimônio, cargos e fortunas são encaradas pelas lentes do mundo capitalista como positivo, sinônimos de reconhecimento e crescimento. Fazendo isso, sentem-se como se estivessem apenas respondendo a uma exigência externa. Cada conquista é um passo a mais, reconhecimento. Mas o que não está sendo contemplado é a maior vitória humana, que é obter a calmaria na alma.

O que você quer levar quando partir? Por quais conquistas você quer ser lembrado? Estas respostas às vezes vêm no leito de morte, ou em um momento muito triste da vida. A notícia boa é que você não precisa esperar por este momento.

Conviva com você, aceite cada etapa desta evolução e conquiste a sua paz interior. Descubra o seu propósito e siga em frente lapidando a cada dia o rastro que quer deixar nesta vida.

Reflita sobre uma evolução interna. Compaixão própria é uma boa evolução da alma. É preciso equilibrar os dois lados, interno e o externo, deste sistema. Um pouco de cada lado. Pare e redefina sua caminhada. Qual lado precisa de sua autoavaliação? Pense nisso.