Traição

Você já deve ter passado por situações de traição. Seja no âmbito profissional ou pessoal. Este tema é algo polêmico a ser discutido, entretanto, Vânia Goulart trás em sua Coluna Vida e Carreira, do Jornal Metro, formas em que você pode lidar com este assunto.

Pode parecer estranho trazer esse tema para esta coluna, mas segundo várias pesquisas e conversas, a palavra ‘traição’ permeia tanto as relações pessoais quanto as relações profissionais. Apesar de ser discutido com mais frequência nos processos amorosos, na vida profissional, a traição também é bastante comum. Talvez, a única diferença seja a polêmica causada pela temática nesse primeiro contexto, ou, por outro lado, a possibilidade de se recuperar mais rápido no segundo. Neste mundo volátil, mudar de empresa é mais fácil e aceitável do que mudar de relacionamento.

As afirmações que colocam o casamento como uma união para sempre e que deve persistir em função da família e dos filhos é um tabu questionado cada vez mais. Da mesma maneira, discute-se o ideal de permanecer para sempre em uma mesma empresa. Antigamente, manter-se por anos em uma mesma empresa era uma postura valorizada e, em muitos casos, reconhecida com adicionais no salário do funcionário.

Hoje, é comum observar na nova geração profissional, pessoas que já passaram por mais de dez empresas, procurando se conectar para começar a produzir realmente. Os casamentos, por sua vez, ainda que carregam um apelo religioso ou social pela permanência, também são passíveis a mudanças e, atualmente, com menos alarde.

Um fator que parece comum ao mundo pessoal e profissional na temática da traição é o tempo. Quanto mais duradouro for o período de relacionamento, seja ele empresarial ou pessoal (amizades ou conjugal), mais profundos são os sentimentos envolvidos e, possivelmente, mais problemática, controversa e cheia de comoção será a separação.

O que todos concordam é que este tema é polêmico e que, normalmente, discuti-lo causa ainda mais discórdia entre os envolvidos. Muitos preferem escondê-lo, evitá-lo, imaginando assim diminuir a dor.

Existem algumas pesquisas sobre a traição, especialmente no âmbito dos relacionamentos pessoais. Um exemplo é a pesquisa realizada pelo Site Par Perfeito em 2016, concluindo que o maior medo das pessoas é de ser traído, sendo este superior ao medo da morte. Outra pesquisa interessante é a Mosaico, realizada por uma equipe do Hospital das Clínicas em São Paulo, na qual 50% dos homens entrevistados se autodeclararam traidores, enquanto 30% das mulheres se autodeclararam traidoras. Avalio que estes números caminham para uma aproximação na mesma velocidade em que as mulheres assumem outros papéis na sociedade e no mercado de trabalho. No meio empresarial, não encontrei muitas pesquisas que revelam esta distinção, mas as traições mais mencionadas são as relacionadas com promoções e reconhecimento no seu trabalho.

Independente do local ou das pessoas envolvidas, todos concordam que a traição não é algo positivo e que o melhor seria elimina-la. Tratar as questões de forma madura e transparente pode dar suporte a um entendimento melhor para todos os envolvidos.