A dor da crise

E a crise chegou sem avisar, sem prevenir e, pior, sem preparar. Por mais que se ouve falar, ler nos noticiários, ela só se torna real quando acontece com você mesmo ou com alguém muito próximo.  E qual a maior dor? Qual a dor que mais nos faz sofrer? É…

E a crise chegou sem avisar, sem prevenir e, pior, sem preparar. Por mais que se ouve falar, ler nos noticiários, ela só se torna real quando acontece com você mesmo ou com alguém muito próximo.  E qual a maior dor? Qual a dor que mais nos faz sofrer? É a da perda?

Essa resposta realmente é particular e não nos cabe discutir. No entanto, a perda nos remete ao luto, ao intocável. O mais interessante é que é exatamente aquela perda da qual temos conhecimento desde que nascemos: (à) a certeza da morte é a que mais dói. Com essa premissa, explica-se a nossa falta de preparo para qualquer perda. As pessoas não acreditam ser vulneráreis, substituem essa vulnerabilidade na consciência pela dúvida e assim sofrem menos.  Dessa forma, pegam AIDS, engravidam, sofrem com doenças, ou dependências, por não aceitarem que também são vulneráveis.  A certeza aparente é transformada em esquecimento e, consequentemente, é susceptível às surpresas. As expectativas criadas frente ao inevitável só disfarçam o sentimento, mas não o previnem.

Encarar a crise como algo real é importante, entretanto, não a deixe paralisar, procure antecipar os movimentos e modificar aquilo que não está sendo positivo. Busque outras alternativas. Na perda, temos uma grande oportunidade de crescer e fortalecer nossos valores.


Reflexões da Semana