O bom técnico que se tornou um péssimo gerente (Metro)

Já ouviram falar sobre esse tema. São muitas as versões dessa frase que escuto em meu consultório. No mundo empresarial, a hierarquia, a busca do poder se torna cada vez mais o desejo de todos. Muitas vezes, a única oportunidade de crescimento dentro de uma empresa é exatamente virar gerente….

Já ouviram falar sobre esse tema. São muitas as versões dessa frase que escuto em meu consultório. No mundo empresarial, a hierarquia, a busca do poder se torna cada vez mais o desejo de todos. Muitas vezes, a única oportunidade de crescimento dentro de uma empresa é exatamente virar gerente. O que pode se tornar uma grande frustração. Uma solução para essa dificuldade seria a carreira em y, uma variável que cria a condição para se valorizar um profissional técnico sem a necessidade de seguir a carreira gerencial. No entanto, ainda não é uma prática muito comum e utilizada no Brasil.

Uma outra variável que se apresenta nesse contexto é a maneira caseira e, muitas vezes, pessoal de se decidir pela escolha dos que poderão assumir a função de gestão, ou seja, aqueles que se responsabilizarão pela condução de outras pessoas.

Dessa forma, as promoções, ao invés de impulsionarem a evolução de uma pessoa, podem trazer o retrocesso, provocar a frustração, e pior, determinar a demissão muitas vezes do excelente técnico. As competências necessárias para ser um bom executor são completamente diferentes das necessárias para um bom técnico.

Todas as vezes que alguém faz um trabalho muito bom  ou executa algo de forma diferenciada, o primeiro pensamento é no sentido de promovê-lo,  transformá-lo em gerente, como se fosse uma sequência lógica. A premissa é de que, por executar bem suas tarefas, o funcionário promovido irá fazer com que o outro faça igual, ou melhor, o que é uma grande ilusão.  Apesar de parecer uma fórmula perfeita, em mais de 60%, dá errado, pois o que se faz necessário para executar é muito diferente daquilo que se necessita para gerenciar. Para executar qualquer atividade, é importante independência, ritmo acelerado, entrega personalizada e boa qualificação técnica. Para gerir, é necessário congruência – atuar, respeitando o ritmo do outro –, é preciso integração de todos os liderados, conhecimento das pessoas e uma visão mais sistêmica do que processual.

Na hora de promover, potencialize as competências das pessoas, aproveitando o que cada um tem de melhor. Acerte na sua decisão!