O poder do não

Falar “não” é um aprendizado – para algumas pessoas muito simples, para outras, um suplício. Essa palavra, apesar de pequena, possui muitas implicações e pode sugerir várias interpretações. Importante, neste momento, é entender que quando você evita falar “não” para o outro, você está falando “não” para você. Sempre será…

Falar “não” é um aprendizado – para algumas pessoas muito simples, para outras, um suplício. Essa palavra, apesar de pequena, possui muitas implicações e pode sugerir várias interpretações.

Importante, neste momento, é entender que quando você evita falar “não” para o outro, você está falando “não” para você. Sempre será uma escolha – e se priorizar não é algo ensinado na escola. Ouvir “não” é quase uma rotina na criação de todos os seres, no entanto, nosso cérebro para compreendê-lo precisa experimentar o “sim”. Quando falar “não”, pense no preto. Você precisa pensar e depois tirar do pensamento.

O autoconhecimento é a maior ferramenta para aprender a se escolher em primeiro lugar e, consequentemente, falar “não” para os outros e “sim” para você. Quando você, para evitar algum constrangimento, vai a algum lugar ou aceita alguma coisa que não queria, você está se constrangendo. Essa atitude pode até ser, em primeiro estágio, considerada altruísta, mas quando muito repetida, se torna um martírio para sua felicidade.

Muitas vezes o ritmo e a rotina do dia a dia impedem você de perceber o caminho que está seguindo. É assim que se estabelece uma relação de abuso, onde você se submete às escolhas e às necessidades do outro e vai perdendo as suas. O abuso, seja moral, sexual ou profissional, tem sido mais pontuado atualmente, mas, mesmo assim, são inúmeros os casos de silêncio.

É muito importante integrar à sua rotina uma avaliação – ou melhor, uma autoavaliação. Responda as perguntas abaixo e perceba para quantas você diz “sim” (sem acrescentar o “mas”) e para quantas diz “não”.  Então vamos lá:

Eu …

– Trabalho onde eu gosto?

– Tenho uma pessoa que me descansa em seus braços?

– Possuo uma rotina que inclui cuidados comigo mesma?

– Tenho um hobby?

– Tenho tempo livre de boa qualidade?

– Possuo uma família que respeita minhas escolhas?

– Tenho uma boa qualidade de sono?

Se você respondeu “não” para alguma destas frases, faça uma reflexão mais profunda e avalie onde você pode começar a reverter suas ações. Faça um plano para melhorar cada “não” que se deu.

Escolha começar devagar, com pequenos passos. O importante é perceber gradativamente uma mudança e um sentimento de maior satisfação.

Falar “não” é um exercício de aprendizado poderoso. O mais importante é você agir e fortalecer em seu cérebro, para que ele te alerte, lembrando que  cada “não” para o outro é um “sim” para você.

Diga “sim” para sua felicidade!

 

Texto escrito por Vânia Goulart, fundadora e CEO da Selecta.