Voltar atrás: vergonha ou coragem?

A sociedade se utiliza muito de comparações, na maioria das vezes, estabelecidas por meio de julgamentos baseados em sentimentos. Tal comportamento conduz as pessoas para um processo que as leva a criar um sistema de autoproteção e/ou justificativas, evitando, assim, frustrações. Sua conduta é sempre um espelho: reflete e constrói…

A sociedade se utiliza muito de comparações, na maioria das vezes, estabelecidas por meio de julgamentos baseados em sentimentos. Tal comportamento conduz as pessoas para um processo que as leva a criar um sistema de autoproteção e/ou justificativas, evitando, assim, frustrações. Sua conduta é sempre um espelho: reflete e constrói o que você é. Você é julgado e observado o tempo todo. Daí o medo de errar e, principalmente, de voltar atrás, o que, na maioria das vezes, é reprovado e, por isso, evitado. Posso dizer que esse voltar quase caiu em desuso e é visto, ou melhor, mal visto pela maioria das pessoas no mercado de trabalho. Voltar atrás é quase sinônimo de fracasso. Nos países orientais, assumir os erros é ainda mais vergonhoso, chegando aos extremos das penalidades, mas sempre assumido com dignidade e transparência.

Pensar em como fazer esse exercício é assumir, de forma humilde, a capacidade de melhorar, aprender com os erros e superar-se.

A cada passagem na vida, abrem-se duas possibilidades: uma, de conquistar resultados positivos, e outra, de resultados negativos. O mais  difícil é sempre enfrentar o temor de ser visto, em nosso dia a dia, como aquele que errou.

No entanto, enxergar o erro como oportunidade de melhoria é sinal de inteligência emocional, de resiliência e, sobretudo, de aprendizado.

Voltar atrás não é motivo de vergonha, e, sim, sinal de maturidade psíquica para enfrentar frustrações e, humildemente, crescer profissionalmente.

Aquele que volta um passo atrás dá sempre outros mais firmes para frente. Mostra-se mais resistente e perseverante em seu crescimento. Outro grande ganho conquistado com essa atitude é a ampliação do relacionamento interpessoal pela empatia provocada nos  demais membros do grupo.

Na vida pessoal, isso, às vezes, torna-se mais embaraçoso, pois envolve sentimentos mais íntimos e pressupõe um poder maior de coragem. É preciso maior desprendimento para perdoar e construir um novo espaço que possibilite um encontro mais profundo, um espaço de interação mais envolvente e, em outro nível, agora mais transparente e maduro.

Para este mundo competitivo e cada dia mais exigente, iremos por vezes fazer escolhas que poderão resultar em um resultado não esperado. Não perca tempo! Ajuste o canal, volte atrás e faça seu caminho valer a pena!