Inter(+)ação

As tecnologias facilitam extraordinariamente nossa vida, mas não podemos ignorar que a excessiva dependência delas nos torna vulneráveis. Com o surgimento cada vez maior das redes sociais e aplicativos que interagem e expõem cada passo ou atividade da nossa vida, a interação de fato fica comprometida. Afinal, o que é…

As tecnologias facilitam extraordinariamente nossa vida, mas não podemos ignorar que a excessiva dependência delas nos torna vulneráveis. Com o surgimento cada vez maior das redes sociais e aplicativos que interagem e expõem cada passo ou atividade da nossa vida, a interação de fato fica comprometida. Afinal, o que é interação? Estar conectado numa rede é interagir?

Interação confunde-se com vários termos, como diálogo e a própria comunicação. Interagir é algo da coletividade, “é agir reciprocamente”. É uma “ação entre” (inter+ação).

Neste mundo tecnológico, há troca entre e por meio das postagens, mas nem sempre elas podem dar conta de todo contato necessário para um comprometimento e/ou interação. Essa é a sutileza que merece atenção.  É preciso se buscar interagir mais e de maneira presencial. Esse distanciamento mascarado por uma exposição frequente tem provocado distúrbios de personalidade, como ansiedade e depressão.

Decorrentes desse processo, as interações familiares têm sido alteradas. É o caso de pais e filhos que só se comunicam por WhatsApp e pouco compartilham emoções e interações. Nota-se uma perda de valor, com um distanciamento mascarado de maior controle. Amigos e/ou namorados ficam horas, meses sem se encontrar pessoalmente, mas conversam/comunicam-se todos os dias. Isso é suficiente? O fato é que estão interagindo muito menos. Estudiosos sugerem que a dissolução dos casamentos está sendo diretamente influenciada por essa proximidade falsa inicial. Quando realmente os dois se casam e passam a interagir e a morar juntos, percebem incompatibilidades e, assim, separam-se.

O que mais  escuto é: “Já passei o e-mail para ele”, indicando que essa atitude seria suficiente para comprometer o outro na solicitação para alguma tarefa. Nesse momento, a perda de resultados começa a aparecer, ninguém resolveu o problema ou fez a atividade. O pior é que a discussão se estende para a reafirmação do conflito entre quem enviou e quem recebeu o e-mail, para a definição de culpados e não da solução da atividade. Com isso, a perda de produtividade e do alinhamento de objetivos dentro da empresa é enorme.

A reflexão de hoje é sobre a sua comunicação. Veja o quanto de interação você está conseguindo com os seus pares, pois ela será proporcional à conquista do seu comprometimento com o outro. Quanto maior a interação, maiores a entrega, o comprometimento e o engajamento de todos.

A real interação precisa ser presencial e particular, e, para isso,  são necessárias energia e proximidade, não postagens na rede social. Saia de trás da tecnologia, de trás da mesa e aproxime-se das pessoas!